Chuvas de janeiro não mudam cenário na Barragem de Jucazinho

(fonte: Correio do Agreste)
 
As chamadas chuvas de janeiro, não alteraram a situação de colapso da Barragem de Jucazinho, que continua completamente seca. O cenário dramático do manancial permanece sem alteração, porque as precipitações são distribuídas irregularmente, como vem ocorrendo nos últimos anos.
 
Em algumas cidades do Agreste Setentrional choveu muito, enquanto em outras o registro de chuva é pequeno. João Alfredo, por exemplo, no dia 19, contabilizou em 12 horas, 81,2 mm, segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden). É quase o dobro da média mensal para a região que é de 41 mm. A chuva deste dia, inclusive, foi destaque na previsão do tempo do principal telejornal do país, o Jornal Nacional, da TV Globo. Só este mês, o município acumula 129,5 mm, conforme dados do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA).
 
Outra cidade que choveu acima do normal neste começo de ano, foi Casinhas, com um acumulado de 76,09 mm, de acordo com o Cemaden. Porém, as chuvas ocorridas nestes dois municípios não deságuam na Barragem de Jucazinho. Surubim também teve precipitações superiores à média (58,7 mm), mas a maior parte das águas que caem no seu território desembocam “a jusante”, ou seja, depois do reservatório, não influenciando no nível do manancial.
 
Já Frei Miguelinho registra números negativos, acumulando no mês 33,5 mm, o que representa 20% abaixo da média histórica. As chuvas de lá, contribuem diretamente para encher a barragem, no entanto, a pouca precipitação em nada modificou a paisagem árida da região. Nas demais cidades em que as chuvas são fundamentais para Jucazinho, os dados registrados até agora também foram abaixo do esperado.
 
A exceção é Toritama que choveu acima da média, mas o solo do Rio Capibaribe está tão seco que a quantidade de água ainda foi insuficiente para percorrer os cerca de 40 km que separam àquela região da barragem. Confira os números de quanto choveu e da média histórica, nestes municípios: Toritama (75,3/44), Riacho das Almas (20,6/46), Vertentes (21,9/41), Santa Cruz do Capibaribe (21,4/41).
 
A última vez que a Barragem de Jucazinho, acumulou uma quantidade mínima de água foi em maio do ano passado. O volume foi tão pequeno que não chegou a ultrapassar nem mesmo a represa de barro próxima ao paredão do reservatório. Em poucos meses, o leito do rio já estava vazio novamente e assim permanece neste início de 2018.

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