Como a América Latina se prepara para enfrentar um novo mandato de Maduro?

Duas posses antagônicas — a de Jair Bolsonaro, no Brasil, e a de Nicolás Maduro, para mais um mandato na Venezuela — mobilizam a América Latina e fazem mover as peças do tabuleiro político da região neste início de 2019. Para começar, a reeleição de Maduro é questionada por 14 países que integram o Grupo de Lima, que, em reunião no dia 4, tendem a marcar a posição de não reconhecer o novo governo.

Estudante protesta em frente a policiais em Caracas, Venezuela, em novembro — Foto: Yuri Cortez/AFP

Criado em 2017 para tentar uma solução pacífica para a crise venezuelana após os protestos que resultaram em 125 mortes, o Grupo de Lima não reconheceu a vitória do presidente, em maio passado, e retirou seus embaixadores do país. Antes de Maduro iniciar seu novo mandato, no próximo dia 10, o organismo pretende romper relações com ele.
 
O presidente colombiano, Iván Duque, para quem a Venezuela enfrenta uma ditadura esmagadora, está na dianteira da ala que defende o encerramento de embaixadas, embora em seu país vivam atualmente cinco milhões de venezuelanos.
 
Se por um lado, Bolsonaro e Duque, ao lado de Argentina, Chile e Peru, advogam por mais pressão contra Maduro; por outro, o novo presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, que também integra o Grupo de Lima, ameniza o tom e já sinalizou que não romperá relações diplomáticas com a Venezuela.
 
(fonte: G1)

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