Estado de Israel, o Apartheid do Mundo Árabe

Valerio Arcary (historiador marxista): 

“Não fechem os olhos. Horror, puro horror! Eu sei que a vida da maioria não é fácil. Compreendo como podemos estar cansados. Mas a vida sempre pede coragem. Não nos deixemos embrutecer pela indiferença. Gaza é um campo de concentração em céu aberto. Não fechem os olhos”

Criação do Estado de Israel (1948) | Foto: ilustração

Criação do Estado de Israel (1948) | Foto: ilustração

O Estado de Israel é definido oficialmente como “judeu e democrático”: o que é uma contradição em termos. É até (mais ou menos) democrático para os judeus, mas para os árabes com cidadania, o Estado é apenas judeu. Troque “judeu e democrático” por “branco e democrático” e você tem o regime do Apartheid cagado e cuspido.

A África do Sul era minimamente democrática para os brancos. Tinha “liberdade política, alternância de poder”… Tudo das democracias burguesas. E os argumentos que usam para defender Israel são a cópia exata dos argumentos dos defensores do Apartheid. Sem tirar nem pôr:

1- os brancos estão em minoria, coitados;

2- precisam de um estado sob o controle dele, senão serão dizimados;

3- é a única democracia da região cercada por barbárie e ditaduras, etc;

4- os que lutam contra são terroristas, etc.

E por aí vai…

Gilberto Mucio

Potiguar, simpatizante do PSTU, doente por futebol e comentarista de política, economia e assuntos gerais.

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