O fenômeno Bolsonaro: falta de consciência de classe e submissão às elites

Quando o povo apoia políticos (como Bolsonaros da vida) que idealizam Estado mínimo e promovem medidas impopulares e ultraliberais, como as reformas trabalhista e previdenciária, além do congelamento de investimento por 20 anos na saúde, educação e segurança, a falta de consciência de classe explica.
 
Agora, quando o povo não está nem aí quando esses mesmos políticos votam em projetos voltados para seus próprios benefícios (como auxílio-moradia, reajuste salarial e outros presentinhos que só um Estadão burguês é capaz de oferecer), o que explica é uma certa mentalidade de vassalo das elites.
 
É uma relação doentia, de total submissão da classe dominada para as classes dominantes; como um masoquista que precisa de um sádico para sobreviver.
 
E, se mesmo com seus direitos suprimidos o povo segue pactuando com a barbárie que surge através do discurso e do pensamento político desses governantes, é o fascismo batendo à porta.
 
Nos porões da História, por mais que a direita tente reescrevê-la, o liberalismo sempre foi uma ponte para o fascismo.
 
Não é só por aqui, mas a tendência no mundo todo é o acirramento da luta de classes, uma vez que o capitalismo está sempre em crise e a única forma de superá-la é justamente ela – a luta de classes.
 
Brecth, afinal, já dizia: “Estar contra o fascismo sem estar contra o capitalismo – ou se rebelar da barbárie que nasce da barbárie – equivale a pedir um pedaço do bezerro sem querer sacrificá – lo.”

Oriundo de Teresópolis (RJ), enfermeiro, especialista em saúde mental, coordenador de um CAPS, macumbeiro, flamenguista, salgueirense e de esquerda.

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