Dia do Trabalhador: data de lutas, conquistas e consciência de classe

Ignorem
os textos genéricos dos alienados, incluindo publicações de políticos demagogos, que não buscam a história para contextualizar os fatos. Quando o enfoque é sério, o que é frívolo, nada oportuno e simplesmente oportunista, não merece serventia.
 
Sem delongas e eufemismos, hoje temos um sábado triste para muitos empresários gananciosos, que não vão usufruir da exploração desenfreada dos seus funcionários, descumprindo o que determina a CLT. Como fazem com frequência em Surubim e no restante do Brasil, quiçá mundo.
 
O 1º de maio parte de uma greve de 1886 em Chicago (EUA), objetivando melhores condições de trabalho por parte dos realizadores, que na época tinham carga diária de 17 horas, simbolizando o “capitalismo escravista”, trivial nas primeiras décadas após a Revolução Industrial. Tal manifestação desencadeou na prisão e morte de muitos operários em confrontos com a polícia. Mas também em vindouras manifestações, fundamentais para o angariamento de direitos trabalhistas.
 
Mais do que um mero dia de descanso, trata-se de uma data que ao longo do tempo remete às lutas com vitórias e derrotas, às conquistas, às reivindicações plausíveis e à consciência de classe. Já que a força motriz da economia, evidenciada com firmeza durante a pandemia, permeia na mão de obra direta dos responsáveis pela fabricação de bens e/ou serviços.
 
Segundo os últimos dados do IBGE, num país com atualmente 14,4% de desempregados, o que corresponde a 14,4 milhões, somado aos 34 milhões de informais: não é fácil o subordinado peitar o patrão, diante de um cenário exploratório e com baixa remuneração.
 
À vista disso, uma reflexão vem à tona. Na hora de exercer uma profissão, engajar-se é essencial. Para através dos direitos trabalhistas, movimentos sindicais e politização individual, saber pleitear e, principalmente, votar naqueles que de fato lhe representam. Em prol do que é justo e digno!

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