Pseudociência brasileira

Eduardo Bolsonaro, Kataguiri e Feliciano | Foto: Ilustração

Eduardo Bolsonaro, Kataguiri e Feliciano | Foto: Ilustração

OPINIÃO ///

A “pseudociência brasileira” faz jus (e legítima) à condição de colônia intelectual que teimamos em não superar. Atualmente apresenta uma composição “binária”. De um lado, se expressa na Direta (particular) brasileira que consegue combinar elementos da aristocracia rural. Do outro, uma modernização burguesa esclarecida, covarde e dependente do capital internacional.

Resultado: uma fração de classe que vive na esclerose dos princípios liberais (copiando os padrões de vida americano e europeu) e da família patriarcal escolarizada pela Companhia de Jesus do Século XVI. Seus inimigos são os “esquerdopatas”, “bolivarianos”, “direitos humanos”, “cubanos”, “venezuelanos”, “LGBTs”, “Che Guevaras”, “Paulos Freires”, “Marxistas Ocidentais”, etc.

Motivo: os pactos destes grupos acima com “satã” são ofensivos aos valores patriarcais, machistas e racistas da família aristocrata-burguesa. Além disso, eles defendem bandidos e preguiçosos. Principais líderes: Bolsonaro (pai e filho), Eduardo Cunha, Feliciano, Rodrigo Constantino, Olavo de Carvalho, Raquel Sherazade, Kim Kataguiri, etc. Curiosidade: nunca folearam um capítulo de “A Riqueza das Nações” de Adam Smith.

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