Quando o inimigo mora ao lado

Tássia Mirella de Sena | Foto: Divulgação

Tássia Mirella de Sena | Foto: Divulgação

Ontem pela manhã em Boa Viagem, a fisioterapeuta Tássia Mirella de Sena, de 28 anos, foi vítima de um feminicídio no seu próprio apartamento. Ao que tudo indica pela perícia da Polícia Civil, o autor do assassinato foi um vizinho – o vendedor de cosméticos, Edvan Luiz da Silva.
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O assassino, que é casado, mas estava sozinho na hora, provavelmente premeditou o crime por motivações sexuais. Encaixando-se sob o ângulo psiquiátrico no diagnóstico de uma pessoa com transtorno de personalidade antissocial (TPA). No popular, trata-se de um estuprador nato (com irresponsabilidade social, busca por risco, exploração, etc.).
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Decerto, uma jovem ainda cheia de sonhos para realizar perdeu a vida, mostrando que nem mesmo em casa estamos seguros. Porque o simples ato de abrir a porta para quem mora ao lado e talvez nunca tivesse dado sinais de distúrbio, pode trazer consequências atrozes, chocando toda sociedade. Vide o que aconteceu com Tássia, infelizmente.
“É completamente errado supor que homens estupram por causa de necessidades hormonais. Um homem na rua não estupra uma mulher de qualquer jeito. Sabendo que é algo impróprio, eles tendem a fazê-lo secretamente. O estupro não é um ato sexual. É um ataque. Trata-se de vencer, de conseguir um objeto – e a mulher é objetificada neste caso. Trata-se de poder. E há também pessoas que sentem prazer com isso.” – explica a psiquiatra turca, Sahika Yuksel.

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